The Place to Pause

Retiros Detox em Sintra

Lugar à Pausa... em Sintra

Retiros breves de Chi Kung e Detox

Percurso de um Corpo

percurso

Nasci em Joanesburgo e comecei a ter aulas de ballet aos 6 anos, como muitas meninas desta idade. Algum tempo depois viemos para Portugal e trouxe as sapatilhas de pontas na bagagem. Para mim não havia dúvida de que o treino da dança iria ser retomado.

Passado um período de transição e procura, comecei as aulas de barra de chão de Carlos Caldas, bailarino do Ballet Gulbenkian que dava aulas ao fim do dia em Carcavelos. Ao fim de um ano, por incentivo dele, fiz audição, fui aceite nos cursos pré-profissionais da Gulbenkian e em 1980 entrei para a Companhia, iniciando assim uma vida profissional na dança.

Fui estudar e trabalhar para Nova Iorque em 1985. Depois do ambiente resguardado do Ballet Gulbenkian, a realidade que conheci, das pessoas que viviam, estudavam e trabalhavam ali, foi para mim uma aprendizagem muito importante. A maior parte delas não tinha acesso fácil a cuidados de saúde, então descobri a importância fundamental de cuidar do corpo, de o respeitar e escutar. Tornava-se uma questão básica de sobrevivência e de responsabilidade.

Foi nessa altura que tive contacto com técnicas que hoje chamamos somáticas, a técnica Alexander, a técnica Klein e o Body Mind Centering de Bonnie Bainbridge Cohen. São abordagens de um trabalho do corpo em que a escuta e a atenção permitem desenvolver um incorporar (embodiment) que abre possibilidades e potencialidades abrangendo todas as dimensões da nossa corporalidade, da mais básica à mais sublime. É a partir daí que começo a desenvolver um trabalho como coreógrafa, criando várias peças em que é dada uma ênfase ao corpo como potencial de expressão e comunicação.

molly

A relação do corpo com o tempo e a exploração da quietude também fazem parte da pesquisa no processo criativo.

O meu primeiro contato com o Chi Kung foi num seminário que o Mestre Wong Kiew Kit veio dar a Lisboa. Fiquei desde logo fascinada com a simplicidade e despojamento da prática. Comecei a descobrir uma congruência para uma prática de corpo e a possibilidade de integrar todo um percurso de aprendizagem e investigação.

O Chi Kung começa a fazer parte da minha prática regular a partir de 2006, após uma formação intensiva na Escola Superior de Medicina Chinesa, onde tenho contato com o sistema ensinado por Lourenço de Azevedo, o Zhan Zhuang Chi Kung. É na exploração da riqueza ilimitada deste sistema que encontro o material para estimular um processo permanente de questionamento, reflexão, e deslumbramento com a experiência e sabedoria dos corpos.

Margarida Bettencourt

autoretrato

%d bloggers like this: